sexta-feira, 31 de maio de 2013

Atlético (MG) 1 x 1 Tijuana (MEX)

Libertadores da América 2013
Atlético (MG) 1 x 1 Tijuana (MEX)
Quartas de final
Quinta-feira, 30 de maio de 2013
Estádio Independência (MG)

Depois do post que escrevi essa semana defendendo a convocação do
Ronaldinho na Seleção, nada melhor do que um jogo decisivo da Libertadores para ilustrar o texto. Ou não - como diria Caê.

Bola rolando no Horto e com 11 segundos o Tijuana chega com perigo. Riascos. Victor colocou pra escanteio. Resposta do Tardelli aos três minutos, que chuta de fora da área. Esse patrocínio da Tecate na camisa do Tijuana está convidativo. Em homenagem à proximidade com a fronteira, hoje vou de Budweiser. Dez minutos e nada, a pressão insuportável do Atlético não funciona. O Tijuana está à vontade. Aos 14, Gandolfi balança a rede, mas em posição irregular. Atlético finalmente vai pra cima e encurrala os mexicanos. O problema é que erra muitos passes. Aos 25, Ronaldinho perde na frente e dá contragolpe. A bola é esticada na diteita, Nuñez cruza e Riascos pega na entrada da área, de primeira, fazendo 1 a 0 Tijuana. Os caras, que já estavam catimbando, principalmente o capitão Gandolfi, agora então...

O Galo não consegue se articular no ataque. A marcação mexicana é muito boa. Aliás, esse técnico argentino, Antonio Mohamed, conhece. Só peca no cachecol, como diria aquele torcedor mais, digamos, sensível. Aos 33, Leonardo Silva dá o segundo bicão pra ninguém na tentativa de lançamento. A coisa está feia. Opa, falta perigosa no bom lateral Marcos Rocha. Ronaldinho cobra e a bola passa perto (pero no mucho). Mais uma falta para o Galo. Ronaldinho, aos 40, acha Réver livre na pequena área que, de pé direito, só empurra para o GOL. Empate em 1 a 1 que classifica o Galo. Na comemoração, Réver coloca a bola na barriga, Ronaldinho dá beijinho batizando a gravidez, foi quase um Bebeto/Mazinho. Daqui a uns 15 anos a criança estará jogando nas divisões de base do... Cruzeiro (apaga). Torcida cresce e time vai pra cima. “Mais um! Mais um!".  Aos 46, Ronaldinho arrancou, deu um corte genial no zagueiro, que ficou no chão, e enfiou para o Bernard, que bateu travado. Fim do primeiro tempo.

Atacante Martinez,  o genérico do Neymar, entra no lugar de Ortíz. Cinco minutos e não aconteceu absolutamente nada. Jogo muito truncado. Precso urgentemente de uma Budweiser (com beerholder temático - vide abaixo). Aos seis, Ronaldinho e Bernard fazem boa jogada pela direita, a bola é alçada na área e Leonardo Silva, livre, cabeceou muito mal. Era pra ter guardado. Aos 9, Marcos Rocha cruza, Saucedo sai mal e Jô quase pega. Atlético continua errando muitos passes. O ataque, definitivamente, não funciona hoje. Vinte minutos e Luan entra no lugar de Bernard. Em seu primeiro Lance, ele ganha pela direita e cruza pra Jô. Tá com vontade. Torcida cresce. Ronaldinho e Jô pelo meio, tiro por cima. Aos 24, numa falha incrível de Richarlysson, o mexicano saiu livre na cara do gol e o goleiro Victor salvou o Atlético. PAUSA. Lembrem dessa última frase.

Aos 29, em cobrança de escanteio, Tijuana, novamente, quase faz o segundo. Josué entra no lugar do Marcos Rocha. Arce bate falta com perigo e a bola explode no travessão do Victor, que está com sorte hoje. Tardelli responde. Faltam dez minutos e o técnico mexicano coloca mais um atacante, vão pro tudo ou nada. Ronaldinho, Josué e Luan fazem boa jogada e goleiro Saucedo defende em dos lances. Falta na lateral direita para os mexicanos. Arce na cobrança. Afasta. Quarenta. Quaquaquaquaqua-renta. 

Alecsandro no lugar do Jô. Aos 43, Ronaldinho puxa contra-ataque, deixa Luan livre mas Saucedo espalma. Ronaldinho tenta de novo, pediu falta, não foi nada. Quatro de acréscimo. Torcida chia muito. Aos 46, lançamento do Arce, a bola é desviada e sobra para Aguilar, que é derrubado por Leandro Silva na área. PENALIDADE MÁXIMA aos 46 minutos do segundo tempo. Se Riascos fizer, acaba a Libertadores para o Atlético. Silêncio ensurdecedor no estádio. Ele vai pra bola e VIIIIIIIIIIIIIIIICTOOOOR. O goleiro do Galo cai para a direita e, com o pé, defende a bola que entraria no centro do gol. Um MONSTRO. Merece duas estátuas no Horto, uma pela defesa e outra... também pela defesa. Fazia tempo que eu não via um final tão emocionante. Jogadores vão à loucura, torcida chora muito. De arrepiar.  O que vai ter de mineirinho sendo batizado de Victor nas próximas semanas. Juiz apita, Galo na semi para enfrentar o Newell´s Old Boys.

Beerholder Galo/Roosters em homenagem ao Vlad.

O Atlético não foi nem sombra do que vinha jogando na temporada. O Tijuana, desde o início, esteve muito mais perto da vitória do que o Galo. Mas quando nada funciona e o time é salvo, nos acréscimos, pelo pé milagroso do goleiro, garantindo a classificação para a semifinal da Libertadores, isso tem um nome: SUERTE DE CAMPEÓN. Tomei uma dose de Bendita em homenagem ao Victor, presente do amigo mineiro Eduardo, e outra em homenagem ao Vlad, o maior atleticano da Austrália e também torcedor fanático do Sydney Roosters. Ronaldinho e cia ficaram devendo (exceto o Victor, lógico), mas estão com crédito.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Palmeiras 1 x 2 Tijuana (MEX)

Libertadores da América 2013
Oitavas de final
Quarta-feira, 14 de maio de 2013
Estádio do Pacaembu (SP)

Pacaembu lotado, Veloso e Marcos no estádio, e o Palmeiras dependendo, acima de tudo, de sua defesa pra passar . Se não levar gol, estará nas quartas para enfrentar o Atlético-MG.

Bola rolando, Palmeiras vai pra cima e comete falta. Jogo pegado no meio, como era de se esperar. Palmeiras toca bola no meio sem pressa, mas também sem eficiência. Marcelo Oliveira sai errado e os mexicanos (merricános como eles dizem lá) arriscam de fora da área. Nada. Verdão já errou dois passes bobos, um deles proporcionando perigo. Torcida canta e vibra (apaga o trocadilho).


Aos 8, Kléber, impedido, recebe na área, gira e isola. Sorte dele que não valia, pois o histórico do jaqueta 25 não é favorável. Tiago Real (deve ser de Petrópolis), em disputa pelo alto, deixa o cotovelo. Amarelo. Dez minutos. Vinícius é mais rápido que Gandolfi, dá uma bela finta e manda pra área. Primeiro bom lance. E o empurra-empurra começa após disputa pelo alto que sobrou um braço verde no supercílio do Corona. Bem lembrado, por sinal, fui abrir a minha Corona, comprada especialmente para a ocasião. Sem limão, claro, porque homem que é homem jamais (eu disse ja-mais - ops) coloca limão ou qualquer outra fruta na cerveja.

Meu Deus! O que falta de técnica sobra de vontade para os dois times. Aos 18, Ayrton coloca na cabeça do Henrique, mas ele atrasa para o goleiro mexicano. Vinte minutos, falta para o Palmeiras na direita. Jogadores, mais uma vez, se desentendem. Charles e Castillo recebem amarelo. Na cobrança, deixa pra lá. Opa, pegaram o Kléber. Amarelo. O bom lateral-direito Ayrton, próximo à meia-lua, cobra e ela estoura no travessão. Ninguém de verde para aproveitar o rebote.

Vinte e seis minutos e um frango antológico. A bola sobrou para Riascos, que bateu mal de canhota, o goleiro Bruno foi ainda pior e colocou pra dentro. Deu pena. Na sequência, filmaram o Marcão no camarote. Maldade. Tijuana 1 a 0. Mais confusão. Ruiz acerta o centroavante palmeirense e leva amarelo. Parmera, que agora precisa da vitória para se classificar, não consegue se articular no ataque, perde fácil a bola. Torcida sentiu. Vem Palmeiras. Vinha. Goleiro Saucedo faz cera e começa a irritar o Pacaembu. Quarenta minutos, torcida volta a incendiar e mais confusão. Kléber dá carrinho e deixa o pé. Amarelo (e cera, claro). Agora é a vez de Marcio Araújo acertar Martínez. Cera. Palmeiras está muito nervoso, precisa jogar bola e não ficar dando porrada. Torcida impaciente, o time não cria nada. Quatro minutos de acréscimo e mais um, dois amarelos, totalizando oito no primeiro tempo, que acaba.

Segunda etapa começa com Souza no lugar do Wesley, que não fez nada. Verdão precisa da virada. Menos de dois minutos e mais duas cotoveladas. Juiz não viu. Sai o primeiro amarelo por cera. Arce. É o nono (juiz já pode pedir três canções no Fantástico). Mais amarelo. Vinícius, que deu bicão na bola, no adversário, enfim, Palmeiras está muito nervoso (acho que já escrevi isso). Na cobrança da falta, a bola é esticada na área e o capitão Henrique cortou para o meio, coisa que zagueiro que tinha esperança de ser convocado para a Copa das Confederações não pode fazer. Arce acertou um chutaço de primeira no canto esquerdo do Bruno e fez 2 a 0 Tijuana, aos 6 minutos. Belo gol e banho de tequila gelada.

Maikon Leite no lugar do Charles. Torcida impaciente. Aos 13, Henrique recebe presente na esquerda e chuta mal. Maikon Leite tenta pela direita. Escanteio e... pênalti! Dois mexicanos foram na bola, sem nenhum palmeirense no lance, um deles cabeceou no próprio braço e o juizão marcou. Controverso. Souza, aos 16, bateu no meio do gol e recolocou o Palmeiras na partida. Pacaembu pega fogo. Torcida acorda e Palmeiras vem com tudo. Precisam de mais dois gols. O time marca sem dar espaço, mas falta qualidade pra atacar. Henrique é quase um meia, jogando no campo do Tijuana. Corona sai. Pego a minha segunda (sem limão, claro). Aos 22, Kléber faz de cabeça em posição altamente duvidosa, mais pra legal do que pra ilegal, mas o árbitro anula.

Palmeiras no ataque. Marcelo Oliveira arrisca de longe e Saucedo pega em dois lances. 25´. Bola na área do Tijuana e quase sobra para o Kléber. 30´. Juninho chega bem, mas a zaga afasta. Palmeiras aperta. 35´. Vem Tijuana no contragolpe, Riascos, livre, corta Bruno e toca para o gol. Maurício Ramos salva. Falta perigosíssima na meia-lua para o Palmeiras cobrar. Amarelo para Aguilar, que tomou o segundo e foi expulso. Souza coloca longe. 40´. Torcida começa a deixar o estádio. 41´. Ayrton cruza da direita, Souza tenta de cabeça mas o lance não dá em nada. 42´. Escanteio pela esquerda. No rebote, cruzamento vai na mão do mexicano. Falta no bico da área e Souza para a cobrança. 43´. Ele mais uma vez isola por cima. Torcida o chama de "água de salsicha" e "viúva do Ferrugem" pra cima. 44´. Locutor insiste em lembrar que o São Paulo já está fora. Foco, amigo. 45´. Teremos quatro minutos de acréscimo. Vai, Palmeiras! 46´. Saucedo com ela = cera. 47´. 48´. Vinícius tropeça no árbitro, continua no lance e consegue escanteio. Henrique desvia de cabeça e a bola passa perto. 49´. Juiz apita. Tijuana classificado para enfrentar o Atlético-MG nas quartas. 

É, amigos, triste fim de Libertadores para o Palmeiras, que agora tem uma longa série B pela frente, além de uma Copa do Brasil de consolo. O time, como todos sabem, foi até longe demais pelo elenco. Mas o pior sintoma da péssima fase é o fato de que nem são-paulino e nem corintiano tiram mais tanto sarro, pois o sentimento de pena, atualmente, é maior do que o da rivalidade. Força, Palmeiras, e se reforcem, pois com esse time vão patinar na Série B.

Saludo!

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Atlético Mineiro 4 x 1 São Paulo

Libertadores da América 2013
Oitavas de final
Quarta-feira, 8 de maio de 2013
Estádio Independência (MG)

Bola rolando e o Atlético já parte com jogada ensaiada. A bola sobra pra Tardelli e ele ajeita pra Jô, que manda por cima. Detalhe: menos de 30 segundos de jogo. Galo aperta e Denílson faz falta perigosa em Ronaldinho. Um minuto e trinta e o R10 coloca no travessão. Rogério ficou no golpe de vista e eu sem metade da cerveja, que no susto virou e formou uma simpática cachoeira no sofá. Três minutos e só dá Galo. Esperado. Quatro minutos e mais um chute. São Paulo finalmente respira. Ganso dá ótimo tapa pra Paulo Miranda que...

Ronaldinho está comendo a bola. São Paulo não consegue jogar e Luis Fabiano sequer recebeu a bola. GOL. Aos 17, Tardelli, que está cada vez mais a cara do Edson Cordeiro (foto abaixo), achou Bernard na entrada da área, a bola sobrou para o Jô, que meteu na esquerda do Rogério. Atlético 1 a 0.

Vinte minutos e o São Paulo chega pela primeira vez, sem perigo, em cabeçada de Luis Fabiano. Muito pouco. Galo baixou o ritmo e finalmente consigo ir até a cozinha repor a cerveja. Aos 25, Ganso tenta de primeira mas o goleiro Victor estava em cima. Cinco minutos depois, Jô ganha no corpo de Toloi, na pequena área, e desvia. Rogério salvou. Douglas, a exemplo de domingo passado, é um buraco negro no ataque. Aos 34, Leandro Donizete cruza, Tardelli desvia e a bola tira tinta da trave. Enquanto isso, em São Januário, 1 a 0 Flu. Gol de Fred, que volta de contusão e deve ser nome certo na Seleção. Já Luis Fabiano, que volta de suspensão, está cada vez mais distante.

Antes de fechar o primeiro tempo, 
Toloi, debaixo do poste, salvou o que seria o segundo do Galo, e Luis Fabiano, aos trancos e barrancos, invadiu a área, com dois em cima dele, foi para o chão e nada. O retrato do São Paulo foi uma descida em que Douglas conduzia a bola no ataque tendo ao seu lado, como melhor (e única) opção, Carleto. Amigos, jamais sairia algo dali.

Começa o segundo tempo com Silvinho no lugar de Paulo Miranda. Douglas foi recuado para a lateral. Cinco minutos, Jô recebe de tardelli e, de fora da área, acerta o travessão. Os atacantes do Atlético se mexem muito e fica claro: o que eles têm de velocidade, astucia e segurança, os zagueiros do São Paulo têm de lentidão, ingenuidade e insegurança. Silvinho, na primeira que recebe, cria algo. Time já não está tão torto na frente. Em contrapartida, Bernard, após rápido contragolpe, quase amplia. Aos 8, a bola sobra para Silvinho, na pequena área, que desvia de raspão para o gol. Sem perigo, mas pelo menos está chegando. Bem, estava.

Zaga do São Paulo, pra variar, vacila, Jô recebe na área e bate entre as pernas do Rogério, aos 17. Dois a zero. O jogo mal recomeça, Toloi atrasa bizonhamente para Rogério - a exemplo do que fizera contra o Corinthians -, Tardelli chega antes e faz Galo 3 a 0. Rogério só deu aquela olhada "depois passa no RH, Toloi". Fim da Libertadores pra gente e parto para a cachaça. Sério. Só na cerveja não ia rolar.

Mas tinha mais. Ademílson entrou e, antes dos caracteres da TV anunciarem a substituição, ele já perdera um gol. Incrível, mais um para a curta coleção. O tiro de misericórdia veio aos 24. Ronaldinho levou a melhor sobre Wellington, entrou livre pela esquerda, olhou para um lado, tocou para o outro e Jô fez 4 a 0. O São Paulo só não estava mais cambaleante e constrangedor do que o presidente Juvenal Juvêncio antes da partida, em entrevista para a ESPN (Parte I e Parte II).

Aos 30, bicão de Carleto pra área, Victor espalmou mal e Luis Fabiano praticamente entrou com bola e tudo, descontando para o Tricolor. Tranquilo, São Paulo só precisava de mais cinco gols. Mas quem quase fez o quinto foi Tardelli, aos 35. Na sequência, Ronaldinho, pela esquerda, humilhou Wellington e Douglas e quase guardou. Aos 41, quando vejo no ataque Ademílson e Carleto, entendo porque estava no quarto copo de Tabaroa, cachaça mineira das deliciosas. E ela se justifica ainda mais quando o grosso do Maicon, que acabara de entrar, tomando de quatro, tenta driblar de calcanhar no meio de campo. Lógico que perdeu a bola, teve que fazer a falta e levou amarelo. Aos 44, no desespero, Luis Fabiano isola a bola duas vezes, uma de cabeça e outra chutando - é a deixa para o árbitro caseiro finalmente apitar o término da partida.

Que o São Paulo aprenda as 1.725 lições que recebeu ao longo desses parcos cinco meses de 2013. De consolo, vale lembrar que nas últimas semanas Milan, Barcelona e Real Madrid também caíram em competição continental perdendo por 4 a 0 e 4 a 1. Em ano com final 13, é coisa de time grande.

domingo, 5 de maio de 2013

São Paulo 0 (3) x (4) 0 Corinthians

Campeonato Paulista 2013
Semifinal
Domingo, 5 de maio
Estádio do Morumbi

Derrotados no meio de semana pela Libertadores, São Paulo e Corinthinas foram à campo com seus times titulares para definir quem seria o adversário do Santos na final do Paulistão.

Bola rolando e o jogo começa morno. Corinthians tenta com Emerson Sheik na direita e o São Paulo com Osvaldo na esquerda, que cai de mal jeito e se contunde. Cristiano Osvaldo tenta voltar, mas sente muita dor. Aos 8, Carleto rouba, Ganso toca pra Luis Fabiano, que tira o zagueiro da jogada e finaliza. Cássio pega bem. Na seqüência, Wellington e Romarinho se estranham, coice de um, pisão de outro e amarelo pro Pequeno Romário. Osvaldo pede pra sair. Quadril dói muito e preocupa para a decisão de quarta, contra o Atlético Mineiro. Douglas em campo.


Espaço para cornetagem: Ney, por que não colocar um atacante nato no lugar do CO17, já que o tal do Wallysson estava no banco?

Aos 14, bolão de Denílson para Paulo Miranda, que se atrapalhou com a bola. Sabem como é, redonda, às vezes ela rola demais. Os dois times estão muito cautelosos, o que falta de velocidade sobra em dividida ríspida. Bola para Luis Fabiano e bandeira marca impedimento. Não estava. Carleto arrisca de fora da área. Nem merecia a menção aqui, de tão ruim que foi. Aos 34, Paulinho apareceu no ataque e o Corinhtians chegou bem. Dois minutos depois, ótima enfiada de Jadson para Luis Fabiano, que empurra pra rede, impedido. Corinthians tenta responder com Romarinho e Emerson, e depois em cobrança de falta. São Paulo chega com Luis Fabiano, que chuta bloqueado após ótima bola de Ganso. E o primeiro tempo fica por aí. Tricolor chegou mais, mas 0 a 0 é justo.

Bola rolando.  Aos 3, Jadson deu ótima enfiada para Carleto, que chutou mal. Aos 6, cruzamento para Guerrero, que cabeceia pessimamente. Corinthians chega com cruzamento de Alessandro, nas costas de Carleto, que além de apoiar mal, dá espaço. Tem destoado do restante já faz alguns jogos. Aos 11, contragolpe do Corinthians com Guerrero, a bola sobra para Emerson na direita que arrisca com perigo (é o primeiro chute do Corinthians no jogo). Pato vem aí, no lugar de Guerrero.

Público no Morumbi: 29 mil pagantes. Ridículo!

Jogo é devagar, ninguém se arrisca. Douglas, do São Paulo, mata todo contra-ataque do Tricolor (é praticamente um buraco negro, branco e vermelho). Trinta minutos. Pato recebe pela primeira vez. Lance não dá em nada. Aos 35, Jadson cruza para Luis Fabiano, mas Cássio chega antes. Chute a gol que é bom, necas. Douglas entra no lugar de Sheik. Cheiro de pênalti no ar. Pior: em Volta Redonda, na decisão de Carioca, Seedorf perde pênalti. Péssimo presságio. Corinthians ainda tenta com Douglas pelo meio, depois com Pato, que quase consegue ajeitar para Romarinho, e foi só. Fim de jogo e disputa por pênaltis.

Espaço para mais uma cornetagem: é muita cretinice, depois de 19 intermináveis rodadas que não levaram à nada, irmos para o penal em vez de prorrogação. Mas pensando em Libertadores na quarta, até que é melhor.

Pênaltis
São Paulo abre as cobranças com Rogério Ceni. Goleiro contra goleiro. Cavadinha no meio, que Cássio quase conseguiu voltar e defender. 1 a 0 São Paulo. É a vez de Douglas, que bate com muita categoria na direita. Ceni foi, mas não alcançou. 1 a 1. Toloi fuzila o canto direito de Cássio. Indefensável também. 2 a 1 São Paulo. Romarinho ajeita o meião, a bola, toma distância e coloca no mesmo canto das cobranças anteriores. 2 a 2. Ganso com ela. Isolou por cima, acertando um Uno Mille prata estacionado nas imediações. Placa de São Vicente. Fabio Santos pode colocar o Corinthians na frente. Bateu muito bem no ângulo direito e saiu beijando o escudo. Detalhe: é ex-jogador do São Paulo. 3 a 2. Jadson bate bem, também na direita, no alto. 3 a 3. Alessandro acerta a trave esquerda. São Paulo de volta. Luis Fabiano bate à meia altura na direita. Cássio pegou. Com isso, Luis Fabiano fecha seu ciclo desse primeiro semestre, prejudicando o São Paulo na Libertadores e no Paulista. Parabéns! Pato pode definir a classificação. Ele bate, Rogério se adiantou, defendeu, mas o juiz mandou repetir a cobrança. São Paulo prestes a dar adeus. Pato bate na direita e o Timão está na final. Foram mais competentes nas cobranças. O São Paulo, novamente, levou azar com contusão de jogador importante no inío da partida. Que fase!

E eu, após turnê de doze horas por seis botequins ontem por conta do Comida Di Buteco, não tive condições de abrir nada hoje. O jogo, claro, também não ajudou.