quinta-feira, 9 de maio de 2013

Atlético Mineiro 4 x 1 São Paulo

Libertadores da América 2013
Oitavas de final
Quarta-feira, 8 de maio de 2013
Estádio Independência (MG)

Bola rolando e o Atlético já parte com jogada ensaiada. A bola sobra pra Tardelli e ele ajeita pra Jô, que manda por cima. Detalhe: menos de 30 segundos de jogo. Galo aperta e Denílson faz falta perigosa em Ronaldinho. Um minuto e trinta e o R10 coloca no travessão. Rogério ficou no golpe de vista e eu sem metade da cerveja, que no susto virou e formou uma simpática cachoeira no sofá. Três minutos e só dá Galo. Esperado. Quatro minutos e mais um chute. São Paulo finalmente respira. Ganso dá ótimo tapa pra Paulo Miranda que...

Ronaldinho está comendo a bola. São Paulo não consegue jogar e Luis Fabiano sequer recebeu a bola. GOL. Aos 17, Tardelli, que está cada vez mais a cara do Edson Cordeiro (foto abaixo), achou Bernard na entrada da área, a bola sobrou para o Jô, que meteu na esquerda do Rogério. Atlético 1 a 0.

Vinte minutos e o São Paulo chega pela primeira vez, sem perigo, em cabeçada de Luis Fabiano. Muito pouco. Galo baixou o ritmo e finalmente consigo ir até a cozinha repor a cerveja. Aos 25, Ganso tenta de primeira mas o goleiro Victor estava em cima. Cinco minutos depois, Jô ganha no corpo de Toloi, na pequena área, e desvia. Rogério salvou. Douglas, a exemplo de domingo passado, é um buraco negro no ataque. Aos 34, Leandro Donizete cruza, Tardelli desvia e a bola tira tinta da trave. Enquanto isso, em São Januário, 1 a 0 Flu. Gol de Fred, que volta de contusão e deve ser nome certo na Seleção. Já Luis Fabiano, que volta de suspensão, está cada vez mais distante.

Antes de fechar o primeiro tempo, 
Toloi, debaixo do poste, salvou o que seria o segundo do Galo, e Luis Fabiano, aos trancos e barrancos, invadiu a área, com dois em cima dele, foi para o chão e nada. O retrato do São Paulo foi uma descida em que Douglas conduzia a bola no ataque tendo ao seu lado, como melhor (e única) opção, Carleto. Amigos, jamais sairia algo dali.

Começa o segundo tempo com Silvinho no lugar de Paulo Miranda. Douglas foi recuado para a lateral. Cinco minutos, Jô recebe de tardelli e, de fora da área, acerta o travessão. Os atacantes do Atlético se mexem muito e fica claro: o que eles têm de velocidade, astucia e segurança, os zagueiros do São Paulo têm de lentidão, ingenuidade e insegurança. Silvinho, na primeira que recebe, cria algo. Time já não está tão torto na frente. Em contrapartida, Bernard, após rápido contragolpe, quase amplia. Aos 8, a bola sobra para Silvinho, na pequena área, que desvia de raspão para o gol. Sem perigo, mas pelo menos está chegando. Bem, estava.

Zaga do São Paulo, pra variar, vacila, Jô recebe na área e bate entre as pernas do Rogério, aos 17. Dois a zero. O jogo mal recomeça, Toloi atrasa bizonhamente para Rogério - a exemplo do que fizera contra o Corinthians -, Tardelli chega antes e faz Galo 3 a 0. Rogério só deu aquela olhada "depois passa no RH, Toloi". Fim da Libertadores pra gente e parto para a cachaça. Sério. Só na cerveja não ia rolar.

Mas tinha mais. Ademílson entrou e, antes dos caracteres da TV anunciarem a substituição, ele já perdera um gol. Incrível, mais um para a curta coleção. O tiro de misericórdia veio aos 24. Ronaldinho levou a melhor sobre Wellington, entrou livre pela esquerda, olhou para um lado, tocou para o outro e Jô fez 4 a 0. O São Paulo só não estava mais cambaleante e constrangedor do que o presidente Juvenal Juvêncio antes da partida, em entrevista para a ESPN (Parte I e Parte II).

Aos 30, bicão de Carleto pra área, Victor espalmou mal e Luis Fabiano praticamente entrou com bola e tudo, descontando para o Tricolor. Tranquilo, São Paulo só precisava de mais cinco gols. Mas quem quase fez o quinto foi Tardelli, aos 35. Na sequência, Ronaldinho, pela esquerda, humilhou Wellington e Douglas e quase guardou. Aos 41, quando vejo no ataque Ademílson e Carleto, entendo porque estava no quarto copo de Tabaroa, cachaça mineira das deliciosas. E ela se justifica ainda mais quando o grosso do Maicon, que acabara de entrar, tomando de quatro, tenta driblar de calcanhar no meio de campo. Lógico que perdeu a bola, teve que fazer a falta e levou amarelo. Aos 44, no desespero, Luis Fabiano isola a bola duas vezes, uma de cabeça e outra chutando - é a deixa para o árbitro caseiro finalmente apitar o término da partida.

Que o São Paulo aprenda as 1.725 lições que recebeu ao longo desses parcos cinco meses de 2013. De consolo, vale lembrar que nas últimas semanas Milan, Barcelona e Real Madrid também caíram em competição continental perdendo por 4 a 0 e 4 a 1. Em ano com final 13, é coisa de time grande.

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