quinta-feira, 4 de julho de 2013

São Paulo 1 x 2 Corinhtians

Recopa Sul-Americana
Final - Jogo de ida

Quarta-feira, 3 de julho de 2013
Morumbi

Voltar de um recesso de duas semanas para decidir um título é complicado. Ainda mais quando se trata de um dos maiores clássicos do Brasil. Pela partida de ida da decisão da Recopa Sul-Americana, o São Paulo recebeu o Corinthians no vazio Morumbi (30 mil pessoas para um jogo desse é vazio) e o que se viu no primeiro tempo parecia mais uma pelada do churrasco da firma.


No primeiro lance, Emerson tenta pela esquerda e Douglas, na marcação, cai sozinho no gramado. Na sequência da mesma jogada, Emerson se enrosca com a bola e desaba sem ninguém encostá-lo. Parecia o Almeida do almoxarifado e o Antunes da contabilidade. Cinco minutos e o jogo é bastante movimentado, apesar da forte marcação. Aos 9, o primeiro chute a gol. Guilherme, o bom substituto do Paulinho, arrisca de fora da área, a bola desvia e vai pra escanteio. Aos 15, Osvaldo dispara, coloca a bola entre dois corintianos e sofre falta, que não dá em nada. Vinte minutos e Luis Fabiano, sem ângulo, recebe de Jadson e manda um petardo. Cássio espalma. Aos 27, Danilo, contundido, deixa o campo para entrada de Douglas (camisa pra fora, barba por fazer, cara inchada, é a personificação do tiozão do churras da firma, aquele que compra a carne, leva o barril de chope, o videokê, zoa com todo mundo, "olha" a churrasqueira, joga a mulherada na piscina, enfim...).

Aos 28, Romarinho escapa pela direita, deixa Juan, um legítimo lataral-esquerdo de churrasco, para trás e cruza para Emerson, que é bloqueado. A bola sobra para Guerrero bater livre e estufar a rede do Rogério Ceni. Golaço. Corinthians 1 a 0. Aos 38, mais churrasco. Uma das chuteiras do Emerson fica pelo caminho, ele pega e, em vez de recolocá-la, o camisa 11 joga com o pisante na mão. Incrível! Depois dessa, fui pra cozinha, abri uma cerveja e coloquei duas linguiças no George Foreman Grill. Na volta, felizmente o primeiro tempo já havia acabado. Jogo equilibrado, com poucas finalizações e uma falha individual que resultou no 1 a 0 do Corinthians.

O São Paulo voltou para o segundo tempo com Wellington no lugar de Douglas e Aloísio no lugar de Ganso (sim, ele esteve em campo, aplicou um chapéu no Emerson, recebeu um amarelo por obstrução e só). E logo aos 40 segundos, Aloísio, o Boi Bandido, bateu de fora da área, em cima do goleiro Cássio, que não estava muito certo do que fazer e optou pela pior alternativa: mandar a bola pro gol. Frangaço e tudo igual na decisão.

São Paulo vai pra cima e esboça pressão. Aos 8, Douglas, contundido, deixa o gramado para cuidar da churrasqueira, dando lugar a Renato Augusto. Dez minutos e o São Paulo quase chega com Rodrigo Caio e Luis Fabiano. Aos 11, Jadson acha Aloísio na direita, que cabeceia pra fora. Aos 14, São Paulo sai no contra-golpe com Osvaldo, que toca para Luis Fabiano. Renato Augusto mata o lance (a partir de agora, vocês ouvirão bastante esse nome).

Aos 15, Renato Augusto arrisca de fora. Aos 18, cruzamento de Renato Augusto e Guilherme cabeceia na trave. Corinthians cresce e chega com mais perigo. Aos 23, em contra-ataque em alta velocidade, o bom Edenílson abre para Emerson na direita, ele cruza pra Romarinho que manda mais uma vez na trave. Pressão corintiana. São Paulo responde, mas sem perigo. Segundo tempo é bom. São Paulo consegue reequilibrar o jogo. Mas aos 30, Fabio Santos lança pra... Renato Augusto, que está mano a mano com Toloi. Antes do zagueiro chegar, Renato Augusto, que já tinha visto Rogério Ceni adiantado eu sei, pleonasmo, bateu forte, por cima, fazendo um go-la-ço. Corinthians 2 a 1. No desespero, aos 39, Luis Fabiano cruza da direita e Jadson ajeita para Aloísio bater. Fabio Santos tira a bola que tinha endereço certo. No último lance, Renato Augusto, o nome do jogo, arriscou de fora da área e a bola passou com perigo, quase definindo a Recopa.


Fim de jogo e resultado justo.  O Corinthians, com um time e um elenco muito mas muuuuuito mais equilibrado do que o São Paulo, deu um passo importante para conquistar o inédito título. E a diferença é gritante. Enquanto o Tricolor vem perdendo no decorrer do ano por falhas individuais, justamente por não ter as peças necessárias para cada posição, muito menos um esquema seguro; o Corinthians, absolutamente compacto e homogêneo, perde um craque como o Paulinho e já tem um Guilherme no lugar. Na mesma partida, perde Danilo e Douglas por contusão e tem um Renato Augusto - voltando de contusão - que entra e decide. Sem mencionar Fabio Santos, lateral-esquerdo revelado pelo próprio São Paulo, que faz um lançamento primoroso para o segundo gol corintiano e salva o que seria o segundo gol são-paulino, enquanto amarguramos um Pobre Juan, uma avenida na esquerda que proporcionou o primeiro gol do Corinhtians, quando o jogo estava igual.

A partida de volta acontece em 17 de julho, no Pacaembu, com o Corinthians jogando pelo empate diante de sua torcida. Vai ser casca.

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