segunda-feira, 10 de junho de 2013

Brasil 3 x 0 França

Amistoso internacional
Domingo, 9 de junho de 2013
Arena do Grêmio (RS)

E cá estamos na esperança de ver alguma evolução na Seleção Brasileira em relação à semana passada, quando fez um bom primeiro tempo diante da inglaterra e um fraco segundo. Do time que começou jogando no Maracanã, a única alteração é o lateral-esquerdo Marcelo, que entrou no lugar do Filipe Luis. E, antes de iniciar, vale o registro do uniforme azul-calcinha-desbotada dos franceses. Esquisito. Mas passarelas à parte, vamos ao jogo.


Neymar para Fred, bola rolando. E já temos a primeira lambança aos trinta segundos. O goleirão Lloris deu um belo drible no Fred, tentou fazer o mesmo com Neymar, perdeu a bola e quase entregou o ouro. No minuto seguinte, Fred arrisca o primeiro chute.  Cinco minutos e o jogo é truncado. Aos 8, David Luiz só não recebeu amarelo porque é partida amistosa. Pontapé desnecessário no campo de ataque. Opa, a França, em duas descidas, chega trocando passes em alta velocidade e quase sai na cara do gol. Enquanto isso, Brasil erra muitos passes.

Neymar aparece pela primeira vez aos 12, mas cruza pra ninguém. Resposta de Guilavogui cabeceando com perigo. O Brasil não consegue trocar três passes no campo da França, que está fechadinha e perigosa no contragolpe. Aos 16, Thiago Silva dá um bicão lança e encontra Neymar próximo à entrada da área. Falta. Ele e Hulk confabulam, combinam algo, tramam, conspiram, enfim, vem chumbo. Na cobrança... Hora da cerveja. Como estou em Petrópolis, abro uma Petra Escura para prestigiar a economia local. Na escala Seleção Brasileira, seria uma Jefferson: segura, levemente encorpada, correta, mas não tem muito mais para evoluir.

Hulk, pela direita, corta e arrisca de fora da área, por cima. Estamos chegando aos 20 minutos. Hulk faz outra boa jogada pela direita e recebe falta. O Centauro quer jogo. Oscar aparece na defesa para ajudar na saída de bola, finalmente, pois a transição para o ataque não existe. David Luiz, que tanto insistiu, toma o amarelo por outra entrada violenta. Oscar começa a cair pelas duas pontas e cresce. Estamos nos 40 e Hulk fuzila de fora da área, quase matando um francês. Daniel Alves vai à frente pela primeira vez. PAUSA AQUI. Foi isso mesmo que vocês leram, o jaqueta 2 do Barcelona demorou mais de 40 minutos para fazer a primeira jogada na frente. PAUSA DESFEITA. Ele cruzou e Fred finalizou com perigo. Hulk e Marcelo ainda tentaram, a bola passou na frente de Neymar, na pequena área, e foi só. Fim do primeiro tempo com honesto 0 a 0.

Justiça seja feita: Hulk foi o melhor do Brasil na primeira etapa, seguido de Oscar e, beliscando um bronze, Marcelo.

Bola rolando e vem França. Vinha. Oscar rouba, toca pra Paulinho, que toca pra Fred. Ele ajeita pra Hulk e a bola vai com perigo. França responde com Cabaye, a bola desliza na rede pelo lado de fora. Agora é a vez de Payet arriscar de fora. Aos 8, Fred recebe na esquerda, invade a área e toca para Oscar, que domina e bate no canto direito do goleiro francês. O lance, na verdade, começou com roubada de bola faltosa de Luiz Gustavo, mas o juizão não viu e o Brasil está na frente: 1 a 0 em Pôrto (como diriam os locais).

Vem mais Brasil, Oscar recebe na área e desvia com perigo. Seleção aperta a marcação, mas França escapa no contra-ataque, Valbuena cruza pela direita e David Luiz quase faz contra. Júlio César salvou a dele. França no ataque. Escanteio. A bola passeia por toda a pequena área do Brasil e, por sorte, ninguém aproveita. Não pode. Público vibra aos 17, entram Fernando e Lucas. Saem Oscar e Hulk. Respectivamente? Não me lembro. Mas a pergunta é: Seleção com três volantes, pra quê? Aos 20, Brasil chegou bem pela direita e Fred quase fez o segundo. França faz três substituições e Felipão troca Fred por Jô.

Trinta minutos e o Brasil está inteiro no campo da França, mas com dificuldade para penetrar. Aos 35, Hernanes entra no lugar do Luiz Gustavo e, quatro minutos depois, o destino sorri pra ele. Em contra-ataque rápido, a bola é aberta na direita para Lucas e ele cruza para Neymar, que ajeita para Hernanes. O jaqueta 8, que havia se queimado na Seleção justamente contra os franceses, se redime batendo no canto esquerdo do goleiro Lloris. Abro uma Petra em homenagem aos justos Deuses do futebol (desculpem a heresia, sei que Eles merecem muito mais do que uma Petra, mas pela bola que o Brasil vem jogando, era o que tinha).

Aos 41, é a vez de Dante no lugar de Paulinho, passando David Luiz para o meio-campo. Truco! Vem também Bernard no lugar de Neymar, que fez a assistência para o Hernanes, e só. Falando nele, Hernanes, que nos dois jogos que entrou deu outro ritmo ofensivo à Seleção, achou bem o Bernard na esquerda, mas o futuro ex-Galo bateu mal. Aos 46, outra boa jogada de Hernanes, que tocou para Marcelo. O lateral avançou pela esquerda, cortou na diagonal e foi derrubado na área. Pênalti. Lucas, aos 47, com categoria, colocou no canto esquerdo do goleiro, fechando o placar: CT de Cotia Brasil 3 x 0 França.

Com o resultado, caem dois tabus: seca de vitórias da Seleção contra campeões do mundo, que durava desde 2009, e seca contra a França, que não era batida pelo Brasil desde 1992 (o que nos custou três Mundiais). Além disso, foi bom para dar confiança aos jogadores, certa tranquilidade para o Felipão, mas que ninguém se deixe enganar, pois o futebol, nos dois tempos, foi bem inferior ao que o Brasil apresentou na primeira etapa contra a Inglaterra, que é uma seleção muito mais forte do que essa francesa.

Aguardemos a Copa das Confederações e o retrato que ela fará do atual estágio da Seleção Brasileira, pois os três adversários da primeira fase são fortes.

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