Semifinal
Quarta-feira, 10 de julho de 2013Estádio Independência (MG)
Depois da sapecada de 2 a 0 que levou na Argentina, tudo o que o Galo precisava na partida de volta diante do Newell´s Old Boys era:
1. Fazer gols (no plural).
2. Não levar gol (singular ou plural, qualquer hipótese seria desastrosa).
Bola rolando e a jogada de sempre do Atlético. Ligação direta da defesa para Jô ajeitar de cabeça para algum companheiro de ataque. Não funcionou. Antes dos 3 minutos, zaga argentina faz lambança e a bola sobra para Tardelli, que toca pra Ronaldinho, que enfia meticulosamente para Bernard bater na saída do goleiro Guzmán. Galo 1 a 0 e torcida vai à loucura. Aos 6, Jô arrisca de fora da área e Guzmán pega em dois tempos. Atlético marca pressão. Dez minutos e a partida é corrida. Galo quer o segundo gol enquanto o Newell´s - que tem três jogadores de muita qualidade do meio pra frente - tenta o primeiro (em vez de se trancar como faria 91.6% dos clubes sul-americanos).

Quinze minutos e o Newell´s acerta o primeiro chute a gol. Aos 20, jogo parado depois de Gilberto Silva cabecear a cabeça do experiente zagueiro Heinze. Isso mesmo que você leu. Newell´s tenta com Maxi Rodríguez e depois só dá Atlético, incendiado por Bernard, que está infernal. Mas o jogo pára aos 36 minutos em função de contusão do goleiro Guzmán, retornando somente aos 43. Foi o tempo de ir à cozinha preparar uma caipirinha (sim, jogo com esse time do Atlético só assisto com caipora). No retorno, juiz assinala nove minutos de acréscimo, mas nada de muito interessante aconteceu, exceto um possível pênalti não marcado em Jô.
Segundo tempo começa e, logo aos 3, Tardelli é seguro e empurrado na área. Pênalti que juiz não marca. Vem Newell´s, Cáceres arrisca e Victor espalma. Mais Newell´s no ataque. Bernard responde. Dez minutos e os argentinos quase matam a partida no contragolpe. Figueiroa fechou pelo meio e deixou Casco e Scocco livres na área. Eles se enroscam e perdem A Chance. Quinze minutos e o Galo encontra muita dificuldade para chegar no gol do Newell´s, que marca forte e toca bem no ataque. Galo tenta duas vezes com Jô, mas não dá em nada. Trinta minutos e Cuca troca Pierre por Luan, jogando com praticamente cinco homens na frente. Aos 32, refletores começam a falhar. A Globo diria:
"Eles estavam funcionando bem, de maneira ordenada, até que um pequeno grupo de lâmpadas baderneiras parou e queimou o resto". Jogo pára e Cuca conversa com o time, enquanto vou para a terceira caipirinha (sim, tivemos outra no intervalo).
Partida retorna aos 43 e, "miraculosamente" (CUCA), o Galo melhora. Tardelli e Bernard saem para as entradas de Alecsandro e Guilherme. Aos 48, Luan cruza da esquerda e Guilherme bate da entrada da área, com perigo. Aos 50, a bola mais uma vez sobra para Guilherme, também próximo à área, e GOOOOLLLL!!! Desta vez ele acerta um chutaço no canto esquerdo de Guzmán, fazendo 2 a 0 e mantendo o Galo mais vivo do que nunca. Pressão do Atlético. Resposta argentina e Victor faz defesa sensacional. O jogo já estava parado, mas foi espécie de "1, 2, 3 testando, 1, 2, 3 testando" para os pênaltis. Juiz apita o final da partida e a dacisão vai para as penalidades.
Pênaltis
Alecsandro parte para a primeira cobrança. O irmão do Richarlysson bate na direita, a meia altura. 1 a 0 Galo. Scocco nela. Cavadinha no meio, alta, com muita categoria. 1 a 1. Guilherme também cobra com categoria, um mix de semi-paradinha com petardo. 2 a 1 Galo. Zagueiro Vergini bate no meio, Victor foi pro canto. 2 a 2. Jô toma muita distância e bate pra fora. Silêncio mortal no Horto. Agora é a vez de Casco carimbar o travessão, destruindo o ninho da coruja e aliviando a do Jô. Vem Richarlysson. Muita distância e... por cima. A marca do penal está um brejo. Cruzado tenta acertar o ninho da coruja novamente, mas bate ainda pior, aliviando a do Ricky. Permanece tudo igual. Vem Ronaldinho. Frio. Calculista. Ele coloca no canto esquerdo. 3 a 2 Galo. Maxi Rodríguez pra bola. Se perder, o Newell´s está fora. Victor, à Rogério Ceni, mas de maneira mineira, dá uma diantadinha e pega. Explosão de alegria e alívio no Independência (não necessariamente nessa ordem).
O Atlético está classificado para a sua primeira final de Copa Libertadores e vai enfrentar o tricampeão Olímpia, do Paraguai, que chega à oitava decisão. Os jogos acontecem nos dias 17 de julho, em Assunção, e 24 de julho, no Mineirão FIFA. Será o encontro de um time muito equilibrado e com um ataque arrasador, o Galo, versos uma grande defesa e uma equipe extremamente bem armada. Promessa de dois jogos épicos.
















