Quartas de final
Quarta-feira, 10 de abril de 2013
Camp Nou, Barcelona (ESP)
A dúvida antes da partida decisiva entre Barcelona e Paris Saint-German era se o melhor do mundo teria ou não condições de jogar. A resposta, anunciada pouco antes, foi tiene, pero no mucho. Ou seja, Lionel Messi viria para o jogo, mas começaria no banco.
A dúvida antes da partida decisiva entre Barcelona e Paris Saint-German era se o melhor do mundo teria ou não condições de jogar. A resposta, anunciada pouco antes, foi tiene, pero no mucho. Ou seja, Lionel Messi viria para o jogo, mas começaria no banco.
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| Foto: Getty Images |
A zaga do PSG, nervosa, tem dificuldades pra sair jogando e faz falta na intermediária. Xavi vem para a cobrança. “GOL!”, grita metade do estádio. A bola passou rente ao poste francês, sacudindo a rede, mas do lado de fora. Enganou a torcida e derrubou meia-dúzia de locutores. Barcelona também está nervoso. Busquets falha, Lavezzi rouba a bola e parte pra cima da meta espanhola. Piqué alivia.
Meu deus! Thiago Silva, o melhor zagueiro do Brasil, escorrega ao cobrar tiro livre muito próximo de sua área, cai sentado no gramado e é obrigado a dar um segundo toque, que resulta em falta perigosíssima para o Barcelona. Por sorte, não deu em nada. Onze minutos, Iniesta aproveita falha de Thiago Motta, vê o goleiro Sirigu adiantado e tenta encobri-lo batendo do meio de campo. Os mais antigos certamente comentaram que ele tentou “aquele que o Pelé não fez”. Iniesta também não.
Close para Messi no banco.
Lucas começa a aparecer, faz boa jogada pela direita, e no lance seguinte arrisca de fora da área. PSG cresce junto e Lavezzi, de fora da área, arrisca. Mais um close no Messi. Daniel Alves, seguramente o que mais sentia falta do argentino, fez seu primeiro cruzamento. Villa bateu e a bola foi pra escanteio. Lucas recebe de Ibrahimovic e solta um petardo. Por cima. Ibra também começa a entrar no jogo.
Relógio mostra 20 minutos e até agora o Barcelona não engrenou seu jogo de cozimento lento do adversário. Erros constantes no passe e nas invertidas são os principais motivos. PSG chega com mais perigo. Primeiro com Lavezzi, depois em cabeçadas de Lucas e Alex. Artilharia aérea franco-brasileira é forte.
TV >>> Messi.
Barça tenta duas vezes com Villa, uma delas depois de corta-luz brilhante do Xavi. Aos 40, o apagado Fábregas tenta. Lucas, em boa arrancada com direito a drible da vaca, é parado por Adriano, que lhe dá um sarrafo e recebe amarelo. Mas o primeiro tempo ficou nisso. Jogo tão movimentado e aberto que não consegui levantar para pegar uma cerveja.
Bola rolando e Messi continua no banco. Barça chega primeiro, mas quem abre o placar são os visitantes. Aos quatro, em contragolpe, Pastore tocou para Ibra, que devolveu na frente para Pastore. O argentino invadiu a área e tocou na saída do goleiro Valdés. Paris Saint-German 1 a 0. Justíssimo. TV mostra Messi levantando o meião.
Jogo recomeça e outra chegada francesa, que sobe a marcação. Técnico do Barça, vendo a batata assar, coloca Messi no aquecimento. Torcida delira. Ele entra aos 16 no lugar de Fábregas. Daniel Alves, praticamente um órfão do argentino, tenta o passe pra ele. A bola não chegou. Em sua primeira participação efetiva, Messi triangula e o Barça quase chega. Os donos da casa apertam e Iniesta chuta com perigo. PSG responde e consegue aliviar um pouco o frenesi pós-Lionel.
Mas aos 25, Messi recebeu na intermediária, limpou o lance e deu passe incrível para Villa, que ajeitou para Pedro bater no canto esquerdo do rosáceo goleiro italiano do PSG. Sério, o cara é tão genial que voei pra cozinha e abri duas Quilmes. Uma pela maestria no lance e outra pelo conjunto da obra.
Mais calmo, o Barça passou a errar menos passes e controlar melhor o jogo, aproximando-se do futebol que lhe é peculiar, enquanto que o PSG tentava chegar no contra-ataque ou na base do abafa, sem perigo.
No final, placar justíssimo de 1 a 1 e classificação ainda mais justa do Barcelona, que possui o maior jogador em atividade do planeta. O PSG foi um ótimo adversário nas duas partidas, mas sucumbiu. E duas Quilmes de uma só vez em uma partida jogada intensamente durante os 90 minutos mostram bem o quão fantástico é o argentino que, mesmo combalido, foi cirúrgico (sem trocadilho médico) e garantiu a classificação. Que venham espanhóis ou alemães.

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